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Oct. 29th, 2010

Tiempo y silencio

Aula de Metodologia em pesquisa jurídica:

A interessada aluna questiona a professora sobre a resenha crítica a ser elaborada como forma de avaliação na cadeira:
- Ô Sôra, eu peguei dois artigos pr'aquela resenha.. tem um que é GIGAAAANTE (ênfase, grifo meu) - 15 páginas e o outro tem duas, pode ser o de duas?

A professora restou inerte...
-Ah... pode ser o de duas.


É melhor enxugar as abobrinhas em profusão, mas lhes juro, tive de conter a plena manifestação do deboche ao escutar a ilustre colega julgando um mero artigo de 15 páginas como INVENCÍVEL.
Ok, o resumo da novela possui um parágrafo, isso é que é leitura.


Me permito os estereótipos e a acidez essa noite,
embora seja tempos de organizar ideias e essa noite, com cheiro de molhado, pede placidez...
Uma cítara indiana cai bem agora. hehe

:)

Miscelânia - Sombra, silêncio ou espuma.

Às vezes você me pergunta por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada, nem vivo sorrindo ao seu lado

[...]


Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto



 

Não: não digas nada
Supor o que dirá
A tua boca velada
É ouvi-lo já
É ouvi-lo melhor
Do que o dirias
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias
És melhor do que tu
Não digas nada, sê
Graça no corpo nu
Que invisível se vê





Ainda não está maduro

Oct. 3rd, 2010

(no subject)

me sinto só

Jun. 12th, 2010

(no subject)

Dia de sair
Ir naquela idéia radical
Tudo o mesmo, nada sendo igual
Tudo pra valer

Dia de sair
Ritmo daqueles de viver
Tudo exato e fora do lugar
Tudo pra durar

Com que roupa eu vou
A tudo que você me convidou?
Mais que um pano novo
Eu quero pôr
Um novo à beça

Feb. 5th, 2010

4 pra 5 do 2


cama quente que subitamente se faz fria ao saber que não te toco, que não te sinto mais aqui presente ao meu lado..
                  quanta saudade, quanta inundação..
 e essa  é aquilo que se pode dar com urgência opressora ou até pode vir vestida por um manto de brandura ao cumprir o papel de acalantar o peito fazendo relembrar que a dor embora inerente, também traz o conforto ao dar-se por si - com um sorriso genuíno e bobo - e pensar: ele existe!
E gosta de mim...


:)







só pra matar um pouco a saudade
mesmo assim querendo que você não ouça
meu grito aqui de longe
bem do jeito, lamento.

Dec. 27th, 2009

(no subject)

Não há nada mais bonito do que ser independente
E poder se conquistar, sair, chegar, assim tão simplesmente. . .

Não há nada mais tranquilo do que ser o que se sente
E poder amar, perder, chorar, depois ganhar assim tão livremente

não há nada mais sozinho do que ser inteligente
e poder cantarolar, errar, desafinar, assim sinceramente

Sérgio Sampaio

Dec. 26th, 2009

(no subject)

[...]
Deixa que minha mão errante adentre.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.

Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atlanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente

A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
[...]

De John Donne musicado por Caetano Veloso - Elegia

Nov. 30th, 2009

manias

...e então Julio Cortázar foi perguntado se possuía alguma mania para escrever seus textos, porém ele apenas apontou que em uma época costumava ir a cafés e - por mais movimentado que o estabelecimento estivesse - ele sempre se concentrava a ponto de anular todo o ruído externo.. mas isso passou, no mais, declarou possuir a preferência por escrever durante a madrugada, devido ao silêncio que o circunda.. (paradoxo?)

mas bacana mesmo é a mania de outro escrito latino-americano - Gabriel Garcia Márquez - para ele começar a escrever declarou ser necessário um quarto aquecido, com 500 folhas em branco ao alcance da mão E uma rosa amarela ao alcance do olhar.

excentricidade literária? hehehehe...

alguém sabe de mais coisa?


Continuidad de los parques - (Todos los fuegos el fuego - Cortázar)

Había empezado a leer la novela unos días antes. La abandonó por negocios urgentes, volvió a abrirla en tren a la finca; se dejaba interesar lentamente por la trama, por el dibujo de los personajes. Esa tarde, después de escribir una carta a su apoderado y discutir con el mayordomo una cuestión de aparecerías, volvió al libro en la tranquilidad del estudio que miraba hacia el parque de los robles. Arrellanado en su sillón favorito, de espaldas a la puerta que lo hubiera molestado como una irritante posibilidad de intrusiones, dejó que su mano izquierda acariciara una y otra vez el terciopelo verde y se puso a leer los últimos capítulos. Su memoria retenía sin esfuerzo los nombres y las imágines de los protagonistas; la ilusión novelesca lo ganó casi en seguida. Gozaba del placer casi prverso de irse desgajando línea a línea de lo que lo rodeaba, y sentir a la vez que su cabeza descansaba cómodamente en el terciopelo del alto respaldo, que los cigarrillos seguían al alcance de la mano, que más allá de los ventanales danzaba el aire atardecer bajo los robles. Palabra a palabra, absorbido por la sórdida disyuntiva de los héroes, dejándose ir hacia las imágenes que se concertaban y adquirían color y movimiento, fue testigo del último encuentro en la cabaña del monte. Primero entraba la mujer, recelosa; ahora llegaba el amanate, lastimada la cara por el chicotazo de una rama. Admirablemente restañaba ella la sangre con sus besos, pero él rechazaba las caricias, no había venido para repetir las ceremonias de una pasión secreta, protegida por un mundo de hojas secas y senderos furtivos. El puñal se entibiaba contra su pecho, y debajo latía la libertad agazapada. Un diálogo anhelante corría por las páginas como un arroyo de serpientes, y se sentía que todo estaba decidido desde siempre. Hasta esas caricias que enredaban el cuerpo del amante como queriendo retenerlo y disuadirlo, dibujaban abominablemente la figura de otro cuerpo que era necesario destruir. Nada había sido olvidado: coartadas, azares, posibles errores. A partir de esa hora cada instante tenía su empleo minuciosamente atribuido. El doble repaso despiadado se interrumpía apenas para que una mano acariciara una mejilla. Empezaba a anochecer.
Sin mirarse ya, atados rígidamente a la tarea que los esperaba, se separaron en la puerta de la cabaña. Ella debía seguir por la senda que iba al norte. Desde la senda opuesta él se volvió para verla correre con el pelo suelto. Corrió a su vez, parapetándose en los árboles y los setos, hasta distinguir en la bruma malva del crepúsculo la alameda que llevaba a la casa. Los perros no debían ladrar, y no ladraron. El mayordomo no estaría a esa hora, y no estaba. Subió los tres peldaños del porche y entró. Desde la sangre galopando en sus oídos le llegaban las palabras de la mujer: primero una sala azul, después una galería, una escalera alfombrada. En lo alto dos puertas. Nadie en la primera habitación, nadie en la segunda. La puerta del salón, y entonces el puñal en la mano, la luz de los ventanales, el alto respaldo de un sillón de terciopelo verde, la cabeza del hombre en el sillón leyendo una novela.

Sep. 12th, 2009

(Ainda) Não é tarde para se mudar de postura...

Siberia


http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU&feature=channel_page


será que ainda é tempo de ficarmos pensando só em nós?
Por mais que fique piegas essa historia de colocar frase de efeito, essa condiz à questão:
"Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo."
(Leon Tolstoi )

Modifiquemos nossa postura para encontrarmos efetivas mudanças...
a situação é urgente
e esse filme, com suas imagens exuberantes e também alarmantes, transmite um pouco dessa noção do TODO que nos falta.

http://www.home-2009.com/us/index.html

(Great Barrier Reef), Queensland, Australia

Grand Prismatic Spring, Yellowstone National Park, Wyoming, USA



Pantanal wetlands near Corumba, Mato Grosso do Sul, Brazil




Jul. 16th, 2009

desassossego

376. A leve embriaguez da febre ligeira, quando um desconforto mole e penetrante e frio pelos ossos doridos fora e quente nos olhos sob têmporas que batem - a esse desconforto quero como um escravo a um tirano amado. Dá-me aquela quebrada passividade tremula em que entrevejo visoes, viro esquinas de ideias e entre interpolamentos de sentimentos me desconcerto.
Pensar, sentir, querer, tornam-se uma só confusa coisa. As crenças, as sensaçoes, as coisas imaginadas e as atuais estao desarrumadas, sao como o conteudo misturado no chao, de várias gavetas subvertidas.
SOARES, Bernardo. pg 348

Jul. 11th, 2009

>

Tola;
Suspendeu a sua cabeça
para que pudesse gargalhar;
descuidou-se com o movimento -
reencarnou:
mula sem cabeça.

Jun. 5th, 2009

Milton

Hoje vim deixar algumas palavras que expressam uma sensibilidade ímpar de Milton Nascimento, adorável mineiro.
Exímio músico e compositor. Além disso, é também intérprete de canções lindíssimas.
Por falar nas composições, cabe também escutar algumas de suas canções na voz de Elis Regina,  podem ser consideradas verdadeiras obras primas: Morro velho (contando uma história tão delicada de dois amigos de uma fazenda); Nada será como antes (bastante conhecida); Caxangá; Cais (piano incrível); O que foi feito deverá, entre outras.
Aliás, os Doces Bárbaros, Roberta Sá, Maria Rita, Caetano também o interpretaram, por exemplo, "Fé cega, Faca Amolada"- versão muito boa, bastante estimulante, animada.. da Roberta uma versão contemporânea para a música do Clube da Esquina (parceria de Milton com Lô Borges e Márcio Borges) - Tudo que você podia ser.
Maria Rita trouxe Milton acom A festa; Dos cruces, Encontros e Despedidas...
Caetano, em parceria, compôs A terceira margem do Rio (diz respeito adivinha a que? ora, hehehe.. o notório conto de Guimarães Rosa); Paula e Bebeto

"Noite chegou outra vez, de novo na esquina
Os homens estão todos, se acham imortais
Dividem a noite, e lua e até solidão
...
O rumo encontro nas pedras
Encontro de vez um grande país
Eu espero, espero do fundo da noite chegar"
Clube da Esquina


"Responde por mim o corpo
De rugas que um dia a dor indicou
E eu caminho com pedras na mão
Na franja dos dias esqueço o que é velho
O que é manco
E é como te encontrar
Corro a te encontrar"
Ao que vai nascer

"Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar"
Cais

"Alguém sorriu de passagem
Numa cidade estrangeira
Lembrou o riso que eu tinha
E esqueci entre os dentes

Como uma pêra se esquece
Sonhando numa fruteira"
Um gosto de Sol

"Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Alvoroço em meu coração
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol"
Nada será como antes

"O que vocês fariam pra sair desta maré?
O que era sonho vira terra
Quem vai ser o primeiro a me responder?"
Saídas e Bandeiras nº1




Mas a motivação inicial do post foi esta música - Caçador de Mim:
De beleza ímpar. Aqui deixo uma opinião personalíssima, porque, para mim, ela adquiriu caráter de sublime. Quase como uma reza, tendo a ouvi-la todos os dias e sempre me motiva a continuar adiante.
Posso dizer que a considero completa: arranjos, voz, letra. Deixo, pois, um link de "vídeo" no youtube, no qual colocaram algumas imagens, o importante não é isso, contudo mostrar-lhes o quão magnífica é essa música (assim mesmo, cheio de hipérboles)
LINK PARA ESCUTA-LA
Claro, cabe fazer a ressalva que, dentro de minhas pesquisas, descobri que a letra dessa música nao é exatamente de Nascimento, mas sim de Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão, o que não modifica em nada os comentário anteriores.

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz

Eu - caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim


Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir

Eu, caçador de mim
 

Se bem que tem uma outra canção tão boa quanto, essa sim é dele e do Fernando Brant:
Travessia.

"Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar
...
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar

Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer ?
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver..."

Tuliá

May. 18th, 2009

i wish

Edward Hopper - O pintor da solidão contemporânea


I wish I knew how
It would feel to be free
I wish I could break
All the chains holding me

I wish I could say
All the things that I should say
Say 'em loud say 'em clear
For the whole round world to hear
I wish I could share
All the love that's in my heart

Remove all the bars
That keep us apart
I wish you could know
What it means to be me
Then you'd see and agree
That every man should be free

I wish I could give
All I'm longin' to give
I wish I could live
Like I'm longin' to live
I wish I could do
All the things that I can do
And though I'm way over due
I'd be starting a new

Well I wish I could be
Like a bird in the sky
How sweet it would be
If I found I could fly
Oh I'd soar to the sun
And look down at the sea
Than I'd sing cos I know - yea

I'd know how it feels
Oh I'd know how it feels to be free
Yea Yea! Oh, I'd know how it feels
Yes I'd know
Oh, I'd know
How it feels
To be free


Nina Simone

Edward Hopper
 

May. 10th, 2009

Safo de Lesbos (um prazer inocente trazendo algo capaz de acariciar os ouvidos)

"A poesia masculina nunca atingiu, na Grécia, a profundidade espiritual da lírica de Safo" — Jaeger,
Paidéia
"De tanto erro antigo desatai o nó:
que seja para os amigos, alegria
para os inimigos; inquietação."


    Então surgiu essa poetisa grega,  
    Safo - considerada por Platão como: a décima musa. (deusa imortal)
Vivia em Lesbos, uma ilha localizada na costa da Ásia Menor, onde as mulheres eram tão livres quanto atualmente (ao contrário das de Atenas e outras pólis gregas)
    Nasceu em Eresos (uma das 5 cidades da ilha), perto do mar Egeu, famosa por sua cevada e pelo branquissimo pão, porém logo foi obrigada a abandonar sua terra natal (em que vivia entre macieiras, plátanos, carvalhos, amendoeiras, figueiras e romãs).
     Mudaram-se para Mytilene, uma das mais belas cidades da ilha e de toda a Grécia - devido a maravilhosa vista; as montanhas e o mar de lá.
     Embora a vida tenha se tornado extremamente perigosa devido aos ataques de atenienses, Safo sempre pôde se dedicar inteiramente à arte do bem-viver; à dança; à música e à poesia. "A arte das Musas".
      Seu temperamento passional, fascínio pelas coisas exóticas, também expresso em seus  versos, decerto compunha-se com sua aparência física.

"Tudo acontece como se o espírito grego precisasse de Safo para dar o último passo no mundo da intimidade do sentimento subjetivo. Os gregos deviam ter sentido isto como algo muito grande quando, no dizer de Platão, honraram Safo como a décima musa."  — Jaeger.

"Há quem afirme serem nove as musas. Que erro!
Pois não vêem que Safo de Lesbos é a décima?
    — Platão
      Afrodite e Eros (inseparáveis) são constantes referencias de Safo diante da pathos e da perplexidade.
Não narra histórias - cronologia de seus amores. Traça instantâneos de sua opulenta vida emocional, fixando, como numa fotografia, a ação de Eros (desejo).

"“Quem é belo
 é belo aos olhos
- e basta.

Mas quem é bom
é subitamente belo”


    "Igual dos deuses esse homem
    me parece: diante de ti
    sentado, e tão próximo, ouve
    a doçura da tua voz,

    e o teu riso claro e solto. Pobre
    de mim: o coração me bate
    de assustado. Num ápice te vejo
    e a voz me vai;

    a língua paralisa; um arrepio
    de fogo, fugaz e fino,
    corre-me a carne; enevoados
    os olhos; tontos os ouvidos.

    O suor me toma, um tremor
    me prende. Mais verde sou
    do que uma erva – e de mim
    não me parece a morte longe…"


aliás, mais adiante, veio Catulo e - sendo grande admirador da poetisa - recriou esta ode:

"Igual a um deus me parece,
superior aos deuses, se é lícito dizê-lo,
aquele que, sentado defronte de ti
contempla-te e ouve-te
teu doce riso, que a este desgraçado
tira todo o senso: pois logo que,
ó Lésbia, te vejo, nem um fio de voz
resta em minha boca

mas entorpece-se a língua, nos membros
corre uma ténue chama, os ouvidos
retinem de zumbidos, aos olhos ambos
cobre-os a noite.

o ócio, Catulo, faz-te mal:
com o ócio te exaltas e te excitas demasiadamente;
o ócio,outrora, a reis e cidades prósperas
Cidades levou à ruína."


"Mas tu, Catulo, obstinado resiste.."

continuando..

"...
as essências de ervas raras
e um perfume real
derramado sobre a pele;

o leito onde o desejo
profundamente apaziguaras
ao meu lado..."

LXVI
"A quem me fere assim,
o vento e as penas o levem"

"Amo o esplendor. Para mim o desejo
é um sol magnificente e a beleza
coube-me em herança."


Fontes consultadas:
Poemas e fragmentos de Safo. ANDRADE, Eugénio de.
Safo de Lesbos. Trad. Pedro Alvim. São Paulo: Ars Poetica, 1992.




"Nos primeiros tempos somente a mulher era capaz daquela entrega total da alma e dos sentidos, único sentimento que, para nós, merece a designação de amor" Jaeger


amargo-doce; experiência íntima e devastadora da paixão.


"A lua já se pôs,
as Plêiades também:
meia-noite; foge o tempo,
e estou deitada sozinha."


"... divina lira fala,
torna-te voz"

Apr. 26th, 2009

O paradoxo da criação

        E então? Será que foi plágio mesmo?
        Retorno essa discussão após ler, no prólogo de uma comédia latina, O eunuco, de Terêncio: “Na verdade não se pode dizer nada que já não tenha sido dito antes. É por isso que é justo que vós tomeis conhecimento disto e ignoreis o que realizaram os antigos poetas se o apresentam os novos.    Fazei o possível por que estejais em silêncio e atentos...”. Fonte beeem antiga. Se os romanos já diziam isso, o que nos sobra?
        É quase inevitável que fiquemos cheios de dedos ao criar algo, atemorizados por não cair naquela temida entidade chamada lugar comum, sermos acusado de plagiar, de sermos sem qualquer criatividade etc. É uma loucura só. São suplantadas paranóias incuráveis e a pessoa acaba por nem conseguir realizar livremente aquilo que tem em mente.
        O que seria preciso dentro da nossa complexidade já toda inventada para se fazer valer como novo? Hm.. o essencial é chocar. Não, não exatamente criar algo de impacto inolvidável, mas fazer-se ser admirado. Dentro da singularidade do indivíduo, acabamos por manifestar elementos pessoais e, no trabalho feito, é bem possível que eles apareçam, por mais disfarçados por simulacros que estejamos. Pode ser até que não apareçam numa primeira tentativa, nem na segunda e assim por diante, contudo é imprescindível o estímulo inicial: lançar-se ao desafio. Outro aspecto bem importante a se atentar é fugir da pretensão de agradar a todos, bela utopia que não procede (mesmo). (Ainda mais se formos lidar com esse adorável público eternamente insatisfeito. São críticas atrás de críticas e nada está bom – e nem vai estar se continuar com essa postura reclamona). Pois é, fórmula do SUCESSO não existe. Talvez o que haja de mais valioso seja a manifestação sincera daquilo que se sente. Repugnante é quando se constrói o projeto dirigido a um fim de manipulação, caso contrário que se façam as mais diversas experiências a alguém é possível agradar.
        Ó só uns exemplos: já fiquei bastante complexada ao descobrir que um conto escrito há uns anos possuía extrema semelhança com um filme de Woody Allen bem mais antigo que meu conto, mas foi por mal? Não, eu sequer sabia da existência do filme, tampouco quis reconstruí-lo da minha maneira. Foi coincidência puramente, então continua válido. Outro caso, enquanto pensava no post, um amigo escreveu em seu blog um texto que remete bastante à Cortazar, no entanto ele diz-se ciente de ter feito sem essa pretensão, uma influência natural repercutiu na realização da sua idéia. E nem é só com gente do agora, não. Voltando às comedias latinas, existe outra, de Plauto “A aululária – a comédia da panelinha” que influenciou diretamente Molière ao criar a sua peça “O avarento”. Aliás, é até engraçado de lê-las com a sensação de deja vu e depois descobrir que não era só um breve desconforto pessoal, na verdade, foi proposital mesmo. Mas o que tem de mais? Agora vou criticar ferozmente a obra de séculos depois se ela ficou tão boa quanto a dos romanos? É claro que não! Por que desmerecer releituras?
        Adotar uma posição menos intransigente confere maior liberdade para poder apreciar as artes e tende a ser bastante proveitoso.
        Cabe, dentro desse assunto, abordar outra opinião válida. Um senhor bastante importante para a crítica literária aqui no Brasil, um certo Antonio Candido – no seu livro Literatura e Sociedade – em um dos artigos versou sobre a arte, as obras e a influências delas perante um público e afirmou: “O gosto, a moda, a voga sempre exprimem as expectativas sociais, que tendem a cristalizar-se em rotina. A sociedade – com efeito – traça normas por vezes tirânicas para o amador de arte, e muito do que julgamos reação espontânea da nossa sensibilidade é – de fato – conformidade automática aos padrões. Embora essa verificação fira a nossa vaidade, o certo é que muito poucos entre nós seriam capazes de manifestar um juízo livre de injunções diretas do meio em que vivemos. Somos público: pertencemos a uma massa cujas reações obedecem a condicionantes do momento e do meio. [...] como tendemos a introjetar as normas sociais, a nossa reação é bastante sincera e nos dá satisfação equivalente a das descobertas, tanto positivas, quanto negativas.” Quer esteja saindo um pouco pela tangente do foco principal do post, quer não, aferir essa passagem à discussão justifica-se por nos mostrar que não adianta querermos encontrar alucinadamente algo extremamente novo, criativo, nunca antes pensado, não há como. Entretanto, mesmo com limitação, com a inevitabilidade do inconsciente coletivo já introjetado, o qual é dificílimo de ser abandonado - continuemos a tentar, a nos manifestar.

De presente

"O cara estuda tanto e ainda tem tanto para aprender"

"
Se tudo pode acontecer / Se pode acontecer qualquer coisa/ Um deserto florescer/ Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer e acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão / Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira, eu quero que esse momento dure a vida inteira e além da vida ainda de manhã no outro dia"

É de uma candura, uma meiguice...

"Respirar
Sentir o sabor do que comer
Caminhar
Se chover, tomar chuva
Não esperar nada acontecer
Ser gentil com qualquer pessoa"
(ô, arnaldo, difícil ser assim sempre, mas é um exemplo a ser seguido)


"nascemos em poemas diversos
destino quis que a gente se achasse
na mesma estrofe e na mesma classe
no mesmo verso e na mesma frase
rima à primeira vista nos vimos
trocamos nossos sinônimos
olhares não mais anônimos
nesta altura da leitura
nas mesmas pistas
mistas a minha a tua a nossa linha"


"COMO PODE?
Soa estranho, esta manhã,
tudo o que sempre foi meu, como pode?
Como pode que esse som lá fora,
os sons da vida, a voz de todo dia,
pareça ficção científica?
Como pode que esta palavra,
que já vi mil vezes e mil vezes disse,
não signifique mais nada,
a não ser que o dia, a noite, a madrugada,
a não ser que tudo não é nada disso?
Pode que eu já não seja mais o mesmo.
Pode a luz, pode ser, pode céu e pode quanto.
Pode tudo o que puder poder.
Só não pode ser tanto."


"Estou cego a todas as músicas,
Não ouvi mais o cantar da musa.
A dúvida cobriu a minha vida
Como o peito que me cobre a blusa.
Já a mim nenhuma cena soa
Nem o céu se me desabotoa.
A dúvida cobriu a minha vida
Como a língua cobre de saliva
Cada dente que sai da gengiva.
A dúvida cobriu a minha vida
Como o sangue cobre a carne crua,
Como a pele cobre a carne viva,
Como a roupa cobre a pele nua.
Estou cego a todas as músicas.
E se eu canto é como um som que sua"


Deu, a compulsividade acaba aqui, senão dá preguiça no pessoal de ler e refletir.
(tudo tão breve, urgente e efêmero...)
Aqui estão dois moços com veia concretista.
Criativos demais, valem ser conhecidos - apreciados:


Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho
e
Paulo Leminski Filho
(percebam que ambos são Filho! hehe)


As referências:
Caprichos e relaxos, Leminski. (livro)
Distraídos venceremos, Leminski. (livro)
Paradeiro, Arnaldo Antunes. (cd)
Ao vivo no estúdio, Arnaldo Antunes. (cd)
Tudos, Arnaldo Antunes. (livro)

r a o m descontrução

       Alguns podem dizer que é clichê, um tema tão banal. Mas não canso de sempre ler e falar sobre. Abordo, reabordo o tema. Creio, descreio. Contradição do existir; querer se fazer ser amado e amar.
      Mas é claro que é um tema trivial. Devemos essa alegria (ou deformação) àqueles moços contra as convenções lá do século XIX, daí adveio todo o pensamento ocidental que foi perpetuado, chegou até nós e, daí por diante, foi de diversas formas trabalhado.
        De repente, estava ali sem fazer nada aquele obcecado em heterênonimos (ehehe) e trouxe Álvaro de Campos para nos dizer que as cartas de amor têm de ser ridículas, Mário Quintana completou que:
“Se variam na casca, idêntico é o miolo,
Julguem-se embora de diversa trama:
Ninguém mais se parece com um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama”, pode ser até que tenha se inspirado no que Shakespeare, há alguns aninhos, disse: “O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo”, aí eu tou me valendo de todas essas mini citações para quê? Só pra poder transcrever, justificadamente, uma passagem que me marcou demais há dois dias. Simples, ela é, mas é uma abordagem que te trava de tal forma que não tem como sair ileso, catei um papel o mais rápido que pude e copiei...

 

"Te escrevo porque estou lembrando o saber doce da tua intimidade. Li encantado as palavras da tua carta, sempre tão tristes, tão fundas, misturando na argila das letras o teu imenso carinho.. e a dor. Te escrevo porque te desejo. Queria ter a conversa dos teus olhos. Queria caminhar ruas contigo. Queria estar ao lado do teu querer. Queria a linguagem das tuas mãos em volta de mim.

Queria ao menos a possibilidade de rachar contigo a voz contra as quinas opressivas da cidade. Queria escrever contigo frases de amor, na cama e nas ruas. Queria dividir contigo o sabor de uma barra de chocolate. Te espero. Beijos" 

(Grifos feitos por mim.)

 

São imagens sinestésicas... São comparações singulares...
É tão singelo, uma sensibilidade tão pura... :]
Mais do que válido de ser compartilhado, embora não saiba ao certo quem é o autor. Os créditos serão atribuídos, portanto, ao livro “O que é poesia” de Fernando Paixão, série Primeiros Passos.

 

Não se assuste, pessoa
Se eu lhe disser que a vida é boa.

Enquanto eles se batem,
Dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia
Eu não tenho nada antes de você ser

Eu sou,
Eu sou, eu sou, eu sou o amor
Da cabeça aos pés
Eu sou, eu sou, eu sou o amor
Da cabeça aos pés

E só tô beijando o rosto de quem dá valor
Pra quem vale mais um rosto do que cem mil réis
Moraes Moreira - Dê um rolê.
 

Chocante


e quem não diria que essa foto É alterada?
INCREIBLE!!!!!
MAS NÃO É!


http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1098430-6091,00-CONFIRA+IMAGENS+BIZARRAS+QUE+DESAFIAM+O+PHOTOSHOP.html 

Apr. 9th, 2009

t e c h

Texto escrito para a cadeira de Mídia e Tecnologias na educação.
Vale a reflexão aqui também (favor avisar caso algo fique vago).

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         A velocidade com que a tecnologia se desenvolve é mais rápida que o acesso das pessoas a ela. A evolução se dá de forma urgente, o que torna difícil de acompanhar essas mudanças no dia-a-dia. E, se nos transportarmos para a realidade das escolas, por enquanto é bastante difícil utilizá-la, dados os recursos escassos ou obsoletos das instituições de ensino especialmente publicas e de periferias.

         Dentro dessa discussão, existe um aspecto crucial a ser considerado: a tecnologia não vai desaparecer, por mais que ainda existam posições reacionárias, avessas a essa nova realidade a tendência é que ela predomine em nossas relações. A partir dessa conclusão (por vezes evidente), precisamos encontrar formas de usá-la como um complemento da aprendizagem e da propagação do conhecimento.

         Com a leitura do texto de João Batista Bottentuit Junior e Clara Pereira Coutinho: “Rádio e TV na WEB: vantagens pedagógicas e dinâmicas na utilização em contexto educativo” deparamo-nos com uma questão a ser analisada dentro de dois meios de comunicação de massa: o rádio e a televisão.

         Partamos de uma posição defendida no texto: “a investigação mostra que estas tecnologias, quando bem utilizadas, em contexto pedagógico podem favorecer experiências enriquecedoras, potencializando(grifo meu) novas formas de ensinar e aprender”, ou seja, afastemos as idéias ortodoxas de que aquilo que fugir da prática tradicional (quadro- giz - aluno receptor e professor propagador de informação) não funcionará. Claro, é complicado afirmar com certeza como essas novas formas vão repercutir. Para isso, valho-me de uma analogia com os alimentos transgênicos e outras novidades deste tipo que estão a nossa volta - eles possuem vantagens, no entanto – por não terem pesquisas científicas sobre os seus malefícios a longo prazo – não podemos afirmar se trarão bons resultados ou conseqüências desastrosas. Como caminhamos por uma via irregular, as experiências são válidas - arriscar uma abordagem diferente - mostrar como ela poderá contribuir na educação. Aliás, dentro dessa questão, um aspecto a se ressaltar é que a tecnologia – a princípio – surgiu como algo voltado para o entretenimento e ganhou espaço por facilitar, melhorar o uso de meios de diversão (rádio, TV, computador, MP3, DVD etc), por conseguinte, estabeleceu-se a imagem de algo distante das obrigações, apenas para o lazer. É importante que essa imagem seja desconstruída, de forma que seja mostrado como usar esses meios de lazer para cumprir os deveres cotidianos – se possível - realizemos estudos científicos que comprovem o auxílio cognitivo e divulguemos os dados em larga escala para conferir maior credibilidade.

         Agora observemos as questões pontuais do texto. Será que com o advento da Internet perderão rádio e TV o caráter de meios de “comunicação de massa”? Discordo. Penso que, embora a Internet ainda não atinja todos os estratos sociais, o seu acesso está presente para bastante gente e tende a aumentar, baratear custos, o que continua a conferir a característica de propagação em larga escala. Por termos inúmeras estações de rádio, canais de TV e recursos para interagir, é de se pensar que porventura se extinga a imagem daquele “canal ou estação que todo mundo vê”. Mas será que essa mudança é de todo mal?

         Das novas mídias que surgiram, os podcasts, por exemplo, são uma forma de publicação de arquivos de mídia digital (áudio, vídeo, foto, pps etc.) pela Internet, através de um Feed RSS, que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. Enxergo neles a possibilidade de escolha individual do conteúdo a ser baixado: quero acompanhar um podcast que contenha uma aula de francês; posso procurar na Internet e o acharei; quero outro com uma estação de música erudita, também posso, não preciso me limitar ao que as estações de rádio escolheram, além de poder acessá-los em qualquer lugar, quantas vezes e quando quiser caso estejam em meu MP3; celular e outros meios compatíveis. Essas vantagens, entretanto, também possuem algo de ruim, pois não é possível determinar com eles qual informação será mais bem propagada. Por exemplo, nem todos vão se interessar por estações que transmitam notícias, talvez limitem-se a ouvir um só assunto, o que geraria uma posição alienante, limitada por não haver uma abordagem integral dos fatos externos a nossa volta.

         Procuremos, portanto, uma posição de equilíbrio. Sem extremismos, os quais negam toda a novidade da tecnologia, mas também não vamos utilizá-la como algo que nos torne totalmente alheio à realidade a nossa volta.



Apr. 5th, 2009

O quarto de dormir é a expressão do caráter individual.

     Não que eu tenha feito uma profunda pesquisa, que contenha seguro embasamento para afirmar, mas, pelas minhas observações recentes posso constatar: o nosso quarto pode vir a ser um ambiente reflexo do nosso eu.

    Não foi uma vez só, ao receber visitas, logo que entravam em meu cômodo, comentavam: mas que bagunça!
    Ora, a príncipio, a minha reação foi de implicância, persisti com a idéia de que essa observação só poderia advir de pessoas com mania de organização, pois não compreenderam que essa tal "desordem" não era caótica. Para mim, o acúmulo de elementos (livros, folhas, enfeites, cds, dvds, canetas etc) estava disposto com muita lógica para poder me orientar com mais praticidade e, embora os "organizadinhos" nunca viessem a acreditar, com mais agilidade.
    Tudo junto. Tudo misturado. Tudo empilhado. Tudo acumulado. Essa sequência de particípios não está aí escrita só para bonito, poderiam ser denominações depreciativas para a antítese existente em meu quarto.
     Mas e daí? De que serve só falar dele e afirmar vigorosamente que ele traduz a minha existência, sem explicar que, se dentro da personalidade há uma postura fragmentada,com interesses díspares e múltiplos é bem possível que toda essa irregularidade faça sentido. Entendam, pois, os reclamões que é bem possível existir um ambiente - aparentemente - confuso; coerente, entretanto, para quem o organizou.
    A partir dessa premissa, podemos procurar outros exemplos: há quartos com inúmeros instrumentos; há aqueles com apenas o essencial para a sua "função": cama, armário - e eventualmente- uma escrivaninha; há outros ornados com inúmeros objetos, quer de valor sentimental, quer de valor estético puramente; há os super arrumados, limpos, cheirosos - intocáveis; há aqueles coloridos; há os discretos; há alguns com paredes ocupadas por pôsteres, quadros. Diante desses modelos, verificamos a ausência de uma constante, por conseguinte, o quarto de cada um pode vir a se tornar o seu mundo. Através de detalhes, notamos como foi moldado e adivinhamos algumas características pessoais como gostos, formas de agir e de se organizar.
     Pois então, trouxe aqui uma breve reflexão noturna para compartilhar essa descoberta, sem qualquer intuito de criticar aqueles que se chocam ao me visitar, tampouco estabelecer uma posição unilateral do pretenso conceito de correto: "é assim que o quarto deve estar disposto".

:)
São tempos de Hilda Hilst,
faz-se cada vez mais presente:


“VI- [...] Eu te pareço louca?
Eu te pareço pura?
Eu te pareço moça?
Ou é mesmo verdade
Que nunca me soubeste?”

(pg 22 e 23, 2001, Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão)

Mar. 12th, 2009

Não leia prefácios.

Metas de vida:
     Não ler mais prefácio algum. Aliás, sugestão aos editores: transformem todos os prefácios em posfácios.
     Verdade, não entendo esses tradutores ou aqueles que apenas fizeram seu comentário sobre o livro (e autor em alguns casos), os quais NÃO SE CONTÊM e acabam por contar quase que a integralidade do livro.
    Muito obrigada, pessoal.  Já perdi metade da leitura aí.
    Não basta outro problema possível: começar a leitura com uma opinião "pré-formada", caso seja algum exemplar tido meio como clássico, portanto ele já foi bem comentado (mas nem sempre lido por toda essa gente que adora dar opinião). Aí vem um prefacio bem mastigado e confrontamos com esses adoráveis seres que resolvem fazer uma breve análise contando partes cruciais (para não dizer o meio E o final) do livro.
    Costumo ler as edições na sua integralidade: prefacio,a historia em si(), posfácio, biografia, dados cronologicos, OUTROS livros que a editora já publicou. Tudo. E essa história de ser previamente informada do porvir já me inquietava um pouco, até que fui alertada - há pouco tempo - por um amigo que me emprestou "A viagem" de Virginia Woolf que - para a leitura deste - seria melhor eu me conter e não ler essas observações iniciais. Foi essencial essa postura para o desenrolar da leitura, caso contrário, esse livro (com suas quase 600 páginas) perderia a novidade ao serem lidas as "cinco primeiras".
    Ah, não é frescura. Nesse aspecto, considero questão de tato com o leitor. Não custa nada transferir lá para o final essas intervenções "estraga-prazeres", isso mesmo. Não estou criticando de forma alguma eventuais resumos que constam na contracapa, nas orelhas. Não é exatamente isso, porém "comentarista" que comenta demais deveria se conter.


(Dica: Se forem ler "A comédia dos erros", Shakespeare, edição de "bolso" da L&PM, favor seguir o conselho. O post é reflexo da leitura de hoje, se eu não tivesse me contido, a tradutora já teria me contado toda a trama em uma página e meia.)


Mar. 1st, 2009

chuvas de verão

Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, do presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam como o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão

Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais





 
tava afim de postar.
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Feb. 25th, 2009

sensacion

Não sei se deu um surto de patriotismo na galera ou se as cangas estavam na promoção.
Nunca vi tanta canga com a bandeira do Brasil estampada circulando pelas areias.
Vai saber qual foi a motivação.!

Feb. 21st, 2009

Repetição

Não é que eu tenha vindo escrever com o intuito de reclamar gratuitamente, não. É só parar um pouco e observar e o que é esse feriado que não uma anual repetição?
Chega até a ser engraçado de observar. Nesse exato momento, estou na sala em que se encontra também a TV, meus pais estão assistindo aos noticiários, tanto do país, quanto os locais e quais são as manchetes? Veja, depois do intervalo, os melhores momentos das escolas de samba de SP/RJ; veja os engarrafamentos na Imigrantes em SP; veja a "alegria" dos trios-elétricos de Bahia (com asa de águia, ivete sangalo, babado novo, chiclete com banana E o xandy.); veja o tiroteio na linha vermelha da via expressa do RJ entre policiais e traficantes.
Viva! Muita notÍÇA boa e nova para se ver em Fevereiro... bom, se fosse possível recorrer aos arquivos do ano passado, será que não seria (exatamente) a mesma coisa?
Embora essa minha criativa constatação soe, por vezes, amargurada é só pra encher linguiça (Adeus, trema :/ ) taí só pra ter algo o que postar. Bom mesmo é achar um pretexto para viajar, pra mudar um pouco os ares, mesmo que seja para ficar apenas parado numa sacada contemplando o mar e os pássaros que por ali planam (e isso já vale por todo o carnaval).


:)



e hoje mais ESTRELAS DO AXÉ MUSIC agitando, não perDãO.
vai lá, RAINHA daniela mercury.
(alcunhas conferidas aos artistas pelo canal BAND)

Feb. 16th, 2009

(no subject)

A internet realmente não tem limites.

Em questão de dois dias de volta à mi territa natal, amigos já me indicaram dois sites preciossímos para se distrair nesses últimos dias de férias..
aliás, ai de quem reclamar (nosdiasdehoje) de tédio. sério mesmo.

Um conexão boa e disposição te proporcionam horas e mais horas de ocupação (e não é dizer que são besteirolas tipo fuxicar a vida dos outros, apenas).

Vejamos o primeiro, LiveMocha.
Um site com muitos cursos de línguas, inteiramente gratuito e cheio de recursos para interagir.
O melhor de tudo é que está todo traduzido para o português, o que torna ainda mais fácil de se achar.
As opções são enormes... Pode-se fazer exercícios de escrita, de fala, de escutar palavras e frases da língua e vai do nível mais básico ao mais avançado da língua escolhida (e existem muitas disponíveis!).
Mas o mais revolucionário é ter a possibilidade de bater papo com os nativos da língua que se está estudando e ter seus exercícios corrigidos por eles.
Claro, já existe uma invasão de brasileiros e uns querendo adicionar aos outros( sem ser conhecido real). Aí já bobearam, sabe? Porque isso não é um extensão do orkut, nem lugar de flerte!
Mas tá, abstraem-se essas manifestações e aproveitam-se os inúmeros mecanismos que o site tem a oferecer.

Depois surgiu uma versão brasileira do Shelfari, denominada Skoob.
E, em ambos, um todo em inglês e outro pros invasores brasileiros tu podes compartilhar impressões sobre livros. Criar uma espécie de biblioteca de livros já lidos, que se pretende ler etc etc. Além da possibilidade de fazer amigos (sempre dá. eheheh é meio que a moral da internet adicionar gente :P), resenhas, comentários e tudo mais sobre os livros.
Super interessante, outro site bom pra se distrair por horas.

Aliás, parecido com esses de livros, tem o Flixster, este é de filmes, bom também.

Tanto faz, se queres compartilhar música, ou filmes, ou livros, ou línguas, ou jogos, ou qualquer outro tipo de conhecimento. A internet permite, é só procurar.

:)

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